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"O meu sangue tem mais gasolina do que hemoglobina"

Postado por Thiago Raposo terça-feira, 27 de maio de 2008

Campinas (17/08/2008) - No dia 17 de Agosto de 2007 comemorou-se o 55º aniversário de Nelson Piquet Souto Maior, o Nelson Piquet. Tri-campeão mundial de Fórmula 1 em 1981, 1983 e 1987, este carioca de nascimento e candango de coração, é conhecido por ser dono de uma sinceridade cruel.
Não vou falar aqui da carreira dele, pois todos já conhecem. Prefiro falar das histórias deste grande campeão que não é tão adorado por aqueles movidos a Rede Globo.
  • Em 1974 quando foi inaugurado o autódromo de Brasília, designaram um garoto para limpar o capacete de Carlos Reutmann. Quando o garoto lhe entregou o capacete, Reutmann olhou para o capacete e disse: "Garoto você não serve nem para limpar meu capacete”. Em 1981 Piquet ganha o seu primeiro campeonato em cima de Carlos Reutmann, vira para ele e diz: "Para limpar seu capacete eu não sirvo, mas talvez você possa limpar o meu que é de Campeão Mundial".
  • Em uma entrevista concedida à revista Auto Esporte, Nelson respondeu uma pergunta que demonstra o nível de talento, de originalidade e de consciência profissional que já possuía antes mesmo de se tornar um piloto de Fórmula 1. Perguntou o repórter:
    - Que conselho você daria a quem vai começar a correr de F-3, agora?
    A resposta de Nelson: "Antes de pensar em acelerar como um alucinado, tentando vencer no braço, no talento natural, pensar um pouco mais na parte mecânica, nos acertos. Por exemplo, convencionou-se que na chuva o carro deve ter mais barra, aerofólio e toda a pressão aerodinâmica possível. Em Silverstone, um circuito de alta velocidade, com três grandes retas, todo mundo fazia isso. Um dia, apareci em plena chuva com aparato de um carro acertado para o seco. Tirei toda a pressão aerodinâmica. Riram na minha cara. Larguei e, nas duas primeiras curvas, fazendo bem devagar, um monte de gente me passou. Nas retas, eu passava por eles como um foguete até que peguei à dianteira e fui abrindo lentamente. Acelerava nas retas e fazia as curvas bem devagar, com todo o cuidado. Foi talvez a minha vitória mais fácil.”.
  • GP de Mônaco, 1981, sábado pela manhã. Na pista, os carros já rodavam no treino não-oficial (aquele antes da tomada de tempos para o grid). De repente, um corre-corre no boxe da Brabham:
    - Mas onde está ele? Afinal, onde ele se meteu?
    Aos berros, o todo poderoso Bernie Ecclestone (então dono da escuderia) perguntava por Nelson Piquet. E nem sombra do piloto nos boxes...
    Alguém se lembrou, enfim, de telefonar para o hotel. O telefone tocou uma, duas, três vezes; somente na quarta uma voz resfolegante o atendeu:
    -Alô, Nelson, o que houve? O treino já começou! - alerta, preocupado, Gordon Murray, o engenheiro da equipe.
    - Sabe o que é? - começou a explicar Piquet.
    - O que é o quê? - interrompeu, enfurecido, o próprio Ecclestone, tomando o aparelho das mãos de Murray.
    - A princesa, Bernie. É a princesa... Você não quer que eu a deixe na mão, né?
    Ainda que contrariado, Bernie não quis. E no treino da tarde, agradecido, Piquet cravou a pole-position, quase um segundo a frente da Ferrari de Gilles Villeneuve.
    Para orgulho de Ecclestone e da princesinha, que, sonolenta, no quarto de hotel, entre perfumadíssimos lençóis de seda, aguardava o nosso ás para mais uma flying lap.
  • "Vai dar para ganhar hoje, Nelson?", perguntou um repórter da TV Globo. Nelson respondeu: "Eu não sou mago, sou piloto".
  • Nos treinos para o GP da Áustria de 1984, já no segundo dia, Piquet encosta no boxe e diz para o Murray:
    -Tira a 1a., 2a. e a 3a. marchas.
    Murray coçou a cabeça e obedeceu. Piquet voltou à pista e fez o tempo mais rápido marcando a pole. Depois do treino, Murray não se agüentando chegou para Piquet e falou:
    -Ta bom, eu sei que tirando as marchas o carro fica mais leve, também sei que neste circuito elas são desnecessárias durante as voltas, mas o que eu não consigo entender e como você sabia que o carro iria sair de quarta?
    No que retrucou o Piquet:
    - Pô cara, foi a primeira coisa que eu fiz hoje de manhã foi sair de quarta para saber se dava.
  • Em 1985, estimulou uma aposta de 10.000 dólares entre Ron Dennis, dono da McLaren, e Bernie Ecclestone, então chefe da Brabham. Denis garantia que iria roubar o piloto da Brabham. Ambos desconheciam, no entanto que o brasileiro já havia assinado contrato com a Williams.
  • O lance da despedida de Piquet da equipe Brabham não poderia ser outro. Aconteceu no dia do GP da Austrália, última corrida de 1985. Terminada a corrida, aconteceu aquele clima de fim de temporada com os pilotos e mecânicos brincando com o público australiano. Piquet teve a idéia, combinou com os mecânicos da Brabham e eles fecharam a porta do box, enquanto o público gritava o nome de Piquet. Em seguida, a porta se abriu e todos estavam de calças abaixadas e de costas para o público. Todo mundo riu. Mas era a despedida de sete anos de risadas gostosas que Piquet e seus amigos da Brabham deram juntos, e que por isso sempre foram chamados de a equipe mais alegre da Fórmula 1.
  • Na Bélgica, perguntado qual a razão do seu carro quebrar durante os treinos. Para cada jornalista estrangeiro ele respondia diferente: Foi o câmbio, foi o motor, foi a suspensão. Quando um jornalista brasileiro perguntou por que ele respondeu diferente para cada jornalista estrangeiro, Piquet disse:
    -Eles vão contar tudo para o piloto do país deles, então que se lasquem!
  • Toda vez que cruzava com o inglês, Piquet o saldava todo alegre a amigável dizendo:
    -Oi panaca.
    Mansell ficava todo alegre e bobo com a saudação "amistosa". Um dia perguntou aos jornalistas brasileiros que trabalhavam na Fórmula 1, o que significava Panaca. Quando soube, foi outro bate boca entre os dois com Piquet rindo à beça.
  • ...numa entrevista de TV, disse que as diferenças entre ele e Mansell eram: "Eu gosto de sol, ele gosta de chuva; eu gosto de mulher bonita, ele gosta de mulher feia".
  • “Senna é o melhor piloto”?
    Porra nenhuma! “Melhor é o Prost, que é tetracampeão” Perguntado se ele admitia que Senna fosse o melhor piloto da F1.
    · "Não quero falar mal, mas aquele piloto não sabe nada. Ele só tem é coragem. No Brasil nunca ganhou nada. É uma pena que essa seja a única pessoa que está aparecendo lá fora." Criticando o piloto brasileiro André Ribeiro.
    · "O Senna, é claro! Eu e o Prost já ganhamos tudo e estamos mais pra lá do que pra cá na carreira. O Ayrton, não. Vai se matar se for preciso, para chegar ao título e ser considerado o maior de todos os tempos." Quando foi perguntado quem seria o seu piloto caso ele tivesse uma equipe.
  • "Uma corrida não se ganha na primeira volta, mas se perde." Dando um alerta aos novatos.
  • "O negócio dele é garotões. Eu nunca o vi com mulher." Sobre o gosto sexual de Senna.
  • Se tiver eu como!" Perguntado se havia algum bicha na Fórmula 1 entre os pilotos.

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