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20 anos do primeiro passo rumo à eternidade

Postado por Thiago Raposo quinta-feira, 31 de julho de 2008

Campinas - Olá amigos! Iniciamos hoje um especial sobre os 20 anos do primeiro título do brasileiro Ayrton Senna. Serão 16 capítulos, descrevendo o que aconteceu em cada uma das corridas daquele ano! Sem mais delongas, vamos à primeira.

Brasil
Ambientação
03 de Abril de 1988. O palco era o circuito de Jacarepaguá no Rio de Janeiro. O atual campeão do mundo, o brasileiro Nelson Piquet, havia deixado a Williams para pilotar uma Lotus. Ao seu lado, o japonês Satoru Nakajima, que ganhou a vaga devido ao apoio da HONDA que empurrava os carros amarelos. Por falar na montadora nipônica, eles também forneciam motores para os carros da Mclaren que tinha o francês bi-campeão do mundo (até aquela data) Alain Prost e o brasileiro Ayrton Senna, que deixara a Lotus para a equipe de Ron Dennis. A dupla da Williams era formada pelo inglês Nigel Mansell e o italiano Ricardo Patrese e a da Ferrari pelo austríaco Gerhard Berger e o italiano Michele Alboreto. Ainda tínhamos um terceiro brasileiro, o então campeão da Fórmula 3 britânica, Maurício Gugelmin, na equipe March.

O fim de semana
A torcida brasileira ficou eufórica ao fim da qualificação no Sábado. Ayrton Senna, na sua primeira corrida pela Mclaren, conquistou a pole com o tempo de 1'28''096, 536 milésimos à frente do inglês Nigel Mansell que largava em segundo e 686 de Prost, o terceiro. Nelson Piquet ficou com a quinta marca e Gugelmin com a décima terceira.
Já no Domingo, após a volta de apresentação, Senna detectou um problema com a caixa de câmbio e foi obrigado a largar dos boxes com o carro reserva. Com isto, o grid ficou com Mansell na frente (pelo lado sujo) e Prost em segundo.
O francês não deu mole e pulou na frente na largada. Gugelmin abandonou metros depois do início com quebra no carro e quase foi acertado por Senna que saía dos boxes. O piloto começou uma corrida espetacular de recuperação, garantindo a emoção para o público local e para todos os fãs do automobilismo. Porém, na volta 31, quando o piloto já ocupava a terceira posição, os comissários mostraram a ele a bandeira preta, pois a troca de carros após o início do procedimento de largada era proibida pelo regulamento. Foi um banho de água fria em todos.
Enquanto isto Piquet dava um show na pista, chegando a ultrapassar dois oponentes ao mesmo tempo. Alain Prost partia para mais uma vitória em solo brasileiro. Mansell quebrou e em segundo chegou Gerhard Berger com Piquet em terceiro. Todos esperavam um campeonato disputado, pois a Mclaren começou vencendo, a Ferrari fez a melhor pré-temporada e ainda por cima registrou as duas melhores voltas da corrida e ainda tinha a Williams e a Lotus que prometiam dar trabalho.



Na próxima semana veremos a segunda parte do especial “20 anos do primeiro passo rumo à eternidade”.



San Marino
No dia primeiro de Maio de 1988, era realizada a segunda etapa do campeonato de 1988 em San Marino (pista aonde oito anos depois Senna viria a falecer). A HONDA, que fornecia motores para a Mclaren e para a Lotus levou um verdadeiro “exército” de engenheiros para atender as duas equipes. Senna conquistou a segunda pole da temporada com bastante facilidade, com quase oito décimos de vantagem para Alain Prost, que ficou com a segunda marca. O mais impressionante, e que serve para comprovar a superioridade da Mclaren naquele ano, é que Nelson Piquet, que também corria de Honda e que conquistou o terceiro lugar na qualificação, ficou mais de 3 segundos atrás de Senna.
Na largada, Senna pula na frente e Prost patina, caindo para sétimo. Piquet aproveitou-se da falha do francês e pulou para a segunda posição. Prost começou então uma bela prova de recuperação e algumas voltas depois já era novamente o segundo. A corrida foi palco de mais uma bela disputa entre Mansell e Piquet, desta vez em equipes diferentes (Mansell de Williams e Piquet de Lotus). Mas o leão teve problemas de motor e abandonou a prova.
Apesar de todo o esforço de Prost para alcançar Senna, o brasileiro venceu com tranqüilidade e de ponta a ponta. Foi a sua primeira vitória pela equipe Mclaren. Prost chegou em segundo e Nelson Piquet em terceiro. O brasileiro Mauricio Gugelmin chegou na décima quinta posição. Com exceção de Prost, Senna colocou uma volta em todos os outros concorrentes.




Mônaco
Senna ficou novamente com a pole. Era a terceira em três corridas e desta vez ele colocou inacreditável um segundo e meio em cima do seu companheiro de equipe e segundo no grid, Alain Prost. Piquet ficou com a décima primeira posição e Maurício Gugelmin com a décima quarta.
Senna largou muito bem e manteve a ponta, mas Prost perdeu a posição para a Ferrari de Gerhard Berger que largou na terceira posição.
Algumas voltas depois da largada, Michele Alboreto começou a pressionar Mansell pela quarta posição e nos esses da piscina mergulhou por dentro. O Leão, claro, fechou a porta e os dois acabaram se tocando. Alboreto continuou e o inglês ficou parado.
Prost conseguiu recuperar a segunda posição com uma bela ultrapassagem em Berger na Ste Dévote, mas ficou quase meia corrida atrás do austríaco até conseguir se livrar dele.
Riccardo Patrese, da Williams, foi outro que teve problemas com ultrapassagem. Ao tentar passar o retardatário Philippe Alliot da Lola, ele acabou tocando no francês e o tirou da prova.
Senna liderava a prova com mais de um minuto de vantagem para Prost, mas a onze voltas para o final, o brasileiro se desconcentrou e bateu forte na entrada do túnel. O piloto teve que voltar a pé para casa (que por sorte, ficava apenas a duas quadras de onde ele abandonou a corrida).
Prost ganhou de bandeja a vitória, com Berger em segundo e Michele Alboreto em terceiro. Os outros dois brasileiros, Nelson Piquet e Maurício Gugelmin, também não completaram a prova.
A classificação do campeonato estava assim:
1. Alain PROST 24
2. Gerhard BERGER 14
3. Ayrton SENNA 9
4. Nelson PIQUET 8
5. Michele ALBORETO 6
5. Derek WARWICK 6
7. Thierry BOUTSEN 3
8. Jonathan PALMER 2
9. Riccardo PATRESE 1
9. Alessandro NANNINI 1
9. Satoru NAKAJIMA 1



México
O fim de semana começou com um susto para todos. O francês Philippe Alliot da Lola bateu forte na qualificação. O carro capotou várias vezes e acabou todo destruído, mas o piloto nada sofreu. Ainda na qualificação, Senna continuava impossível e fez a quarta pole em quatro corridas, tendo ao seu lado o francês Alain Prost. Berger veio logo atrás com sua Ferrari e Piquet ficou com a quarta posição. O terceiro brasileiro, Maurício Gugelmin, ficou em décimo sexto.
Na largada, tanto Prost quanto Piquet saíram muito bem e deixaram Senna para trás. O brasileiro não tardou a se livrar de Piquet e no fim da reta mergulhou por dentro assumindo a segunda posição.
Enquanto os motores HONDA das Mclarens mandavam ver lá na frente, os das Lotus abriam o bico um pouco mais atrás. Nakajima parou na volta 27 e Piquet na 58, ambos com estouro de motores. Na décima volta Gugelmin abandonou com problemas elétricos e Mansell da Williams parou na volta 20 com problemas no carro. Foi o quarto abandono do inglês em quatro corridas.
Senna não conseguiu chegar em Prost que fez uma corrida tranqüila e venceu com facilidade. O austríaco Gerhard Berger fechou o pódio com a terceira posição. A corrida foi tão monótona, que o resultado final foi bem interessante. Como não houve briga pelas primeiras posições, os oito primeiros estavam divididos por 4 equipes, uma atrás da outra:
1 Alain PROST McLaren
2 Ayrton SENNA McLaren
3 Gerhard BERGER Ferrari
4 Michele ALBORETO Ferrari
5 Derek WARWICK Arrows
6 Eddie CHEEVER Arrows
7 Alessandro NANNINI Benetton
8 Thierry BOUTSEN Benetton
A classificação do campeonato ficou assim após esta prova:
1. Alain PROST 33
2. Gerhard BERGER 18
3. Ayrton SENNA 15
4. Michele ALBORETO 9
5. Nelson PIQUET 8


5. Derek WARWICK 8


Canadá

Quinta prova do ano, quinta pole do brasileiro Ayrton Senna. No dia 12 de Junho de 1988 a Fórmula 1 desembarcou em Montreal para o grande prêmio do Canadá. Ao seu lado, na primeira fila, o brasileiro tinha o companheiro de equipe, o francês Alain Prost. Dentre os outros brasileiros, Piquet largou em sexto e Gugelmin em décimo oitavo.
Na largada, o francês tracionou melhor e superou o brasileiro. Senna, porém, não deixou que seu companheiro se distanciasse e começou a segui-lo de perto. Teve início a primeira batalha direta entre os dois. Até então, nas quatro primeiras corridas, eles nunca haviam disputado diretamente uma posição. Ayrton ficou atrás de Prost por dezoito voltas, estudando cada movimento do piloto, até que na décima oitava volta, numa manobra perfeita, o piloto colocou por dentro no grampo que antecede a reta oposta e passou sem dificuldades. Senna ainda teve o cuidado de fechar a porta para evitar o ‘X’.
Daí para frente foi só administrar. No fim o brasileiro conseguiu abrir seis segundos de vantagem para o francês. Piquet terminou em quarto e Gugelmin abandonou na volta cinqüenta e quatro com problemas no câmbio.
No fim, os oito primeiros da corrida foram:
1 Ayrton SENNA McLaren
2 Alain PROST McLaren
3 Thierry BOUTSEN Benetton
4 Nelson PIQUET Lotus
5 Ivan CAPELLI March
6 Jonathan PALMER Tyrrell
7 Derek WARWICK Arrows
8 Gabriele TARQUINI Coloni

E a classificação dos cinco primeiros do campeonato ficou assim:
1. Alain PROST 39
2. Ayrton SENNA 24
3. Gerhard BERGER 18
4. Nelson PIQUET 11
5. Michele ALBORETO 9




Estados Unidos


A Fórmula 1 desembarcou em Detroit, para aquela que seria a última passagem da categoria pela cidade. De 1989 a 1991 a prova foi disputada em Phoenix e de lá até o ano passado em Indianápolis. Era um circuito de rua, ao estilo Mônaco, com os muros muito perto da pista e com alto índice de acidentes. Cenário predileto de Ayrton Senna, que logo de cara marcou a sexta pole nas seis corridas do ano. Seu grande rival, Alain Prost, ficou apenas com a quarta posição, atrás de Berger e Alboreto. Piquet largou em oitavo e Gugelmin na décima terceira posição.
No sinal verde Senna manteve a liderança e Prost caiu para quinto ao ser ultrapassado pelo belga Thierry Boutsen, da Benetton. Mas logo no início da segunda volta o francês retomou à posição. Depois foi a vez de Alboreto e Berger serem ultrapassados por Prost. Senna já havia aberto uma grande diferença e começou a administrar a distância.
Enquanto isto um festival de acidentes e abandonos foram acontecendo. Mansell, Piquet, Berger, Alboreto, Gugelmin, Patrese dentre tantos outros. A corrida foi tão fácil para as Mclarens, que os dois pilotos colocaram uma volta em cima de todos os outros concorrentes.
No fim, Senna venceu a terceira na temporada, com Prost em segundo e Boutsen em terceiro. Completaram a zona de pontuação o italiano Andrea de Cesaris em quarto, com o britânico Jonathan Palmer em quinto e o italiano Pierluigi Martini em sexto (naquela época só os seis primeiros marcavam pontos).
A classificação do campeonato ficou assim:
1. Alain PROST 45
2. Ayrton SENNA 33
3. Gerhard BERGER 18
4. Nelson PIQUET 11
5. Thierry BOUTSEN 11
6. Michele ALBORETO 9



França


Sétima etapa do ano, Paul Richard na França. Correndo em casa Alain Prost era imbatível. O piloto começou a provar isto nos treinos de classificação, quando quebrou a seqüencia de seis poles de seu companheiro Ayrton Senna. O brasileiro ficou em segundo e logo atrás as duas Ferraris, com Berger e Alboreto. Nelson Piquet largou na sétima posição e Maurício Gugelmin na décima sexta.
No sinal verde, Prost tracionou melhor e manteve a ponta. Senna até foi ultrapassado por Berger, mas antes mesmo da primeira freada, deu o troco no austríaco. As duas Mclarens, como de praxe naquele ano, dispararam na frente e deixaram todos os outros carros numa corrida paralela.
No meio da corrida começaram os trabalhos de troca de pneus. O brasileiro parou primeiro e voltou à pista, mas quando foi a vez do francês, a equipe se atrapalhou toda e ele acabou perdendo um bom tempo que o fez voltar a pista atrás do brasileiro.
Porém Prost não desistiu e foi a caça de Senna. Algumas voltas depois eles já estavam juntos e foram ambos colocar uma volta em Nelson Piquet. O brasileiro da Lotus abriu caminho, mas Senna deu de cara com dois outros retardatários e acabou se atrapalhando. Prost não perdeu tempo e numa bela manobra jogou por dentre e deixou Senna para trás. O brasileiro, que começava a enfrentar problemas com o câmbio, nem foi atrás do francês e decidiu poupar o equipamento para terminar a prova.
Foi a quarta vitória de Prost na temporada contra três de Senna. Michele Alboreto da Ferrari completou o pódio com a terceira posição. Piquet chegou em quinto e Gugelmin em oitavo.


A classificação do campeonato estava assim:
1. Alain PROST 54
2. Ayrton SENNA 39
3. Gerhard BERGER 21
4. Nelson PIQUET 13
5. Michele ALBORETO 13
6. Thierry BOUTSEN 11


Inglaterra

O grande prêmio da Inglaterra de 1988, oitava etapa da temporada, começou cheio de rodadas no treino classificatório do sábado. Só Senna, por exemplo, rodou duas vezes na mesma curva. Pela primeira vez no ano uma corrida começou sem uma McLaren na primeira fila. Gerhard Berger e Michele Alboreto deixam Senna e Prost na segunda fila. O brasileiro Maurício Gugelmin conseguiu um ótimo quinto lugar e Nelson Piquet o sétimo.
Antes da largada caiu uma chuva e a prova foi declarada como de pista molhada. Berger manteve a liderança na largada e Senna pulou para segundo. Prost saiu muito mal e caiu para as últimas posições. Senna começou então a caça a Berger e na 13ª volta assumiu a liderança da prova. Prost abandonou na vigésima quarta volta. Mansell também fez uma bela corrida, ultrapassou Nannini, Alboreto e Berger e terminou na segunda posição. Senna venceu com o Leão em segundo e Nannini em terceiro. Gulgelmin chegou em quarto e marcou os primeiros pontos da carreira. Piquet chegou em quinto.
Confira como ficava o campeonato naquela altura:
1. Alain PROST 54
2. Ayrton SENNA 48
3. Gerhard BERGER 21
4. Nelson PIQUET 15
5. Michele ALBORETO 13
6. Thierry BOUTSEN 11
7. Derek WARWICK 9
8. Nigel MANSELL 6
11. Mauricio GUGELMIN 3


Alemanha

No dia 24 de julho a Fórmula 1 chegou a Hockenheim para a disputa da nona etapa do campeonato. O brasileiro Ayrton Senna, exímio classificador de carros, conquistou a sétima pole em nove corridas. Ao seu lado, o seu companheiro de equipe, o francês Alain Prost. As duas Ferrari vinha logo a seguir com Berger e Alboreto. Piquet largou da quinta posição e Gugelmin da décima.
No dia da prova uma forte chuva caiu sobre o circuito alemão e a largada se deu com pista molhada. A prova comemorava dez anos da carreira de Nelson Piquet, mas o brasileiro não teve muita sorte. Já na primeira volta ele rodou, bateu na barreira de pneus e abandonou a prova. Lá na frente, Senna manteve a ponta sem nenhuma dificuldade, mas Prost, que não se da bem no molhado, perdeu duas posições para Berger e Nanini.
As voltas foram se passando e lá na frente Senna abria distância para os concorrentes com muita facilidade. Na sétima volta Prost finalmente conseguiu se livrar de Nanini e foi em busca de Berger. Na 11ª volta o francês alcançou e ultrapassou o austríaco, tendo agora apenas o brasileiro a sua frente. Ele então forçou o ritmo para tentar alcançar Senna, mas abusou na dose e acabou rodando sozinho na pista.
Senna venceu, de ponta a ponta, sem nenhuma dificuldade e colou em Prost no campeonato. O francês chegou em segundo e Berger em terceiro. Gugelmin terminou na oitava posição, uma volta atrás de Senna. O campeonato de pilotos ficou assim:
1. Alain PROST 60.00
2. Ayrton SENNA 57.00
3. Gerhard BERGER 25.00
4. Michele ALBORETO 16.00
5. Nelson PIQUET 15.00
6. Thierry BOUTSEN 12.00
12. Andrea De CESARIS 3.00
Mauricio GUGELMIN 3.00



Hungria


Pela primeira vez no ano os carros com motores aspirados se igualaram ao com turbo na qualificação e o grid ficou bem heterogêneo. Porém, mesmo com esta mudança, a pole continuou com Ayrton Senna, pela oitava vez em dez corridas no ano. Seu rival na briga pelo título, o francês Alain Prost, não teve o mesmo desempenho e ficou apenas com o sétimo melhor tempo. Mansell dividiu a primeira fila com Senna enquanto Piquet largou da 13ª posição e Gugelmin da 8ª.
Na largada Mansell partiu com tudo para cima de Senna, mas o brasileiro conseguiu manter a liderança. Prost, por outro lado, largou mal e caiu para nona posição. Na 11ª volta, o inglês colou no brasileiro e a ultrapassagem parecia ser questão de tempo, mas Mansell, como sempre, foi com muita sede ao pote, colocou a roda traseira direita fora da pista e rodou. O piloto voltou em quarto, logo a frente de Prost que já era o quinto.
O dia parecia ser do francês. Veio lá de trás numa corrida de recuperação e na 27ª volta deixou Mansell para trás e pulou para quarta posição. Na 31º aproveitou da parada de boxe de Patrese e ocupou o terceiro posto. Na 46ª foi para cima de Boutsen e fez a ultrapassagem. Foi então para cima de Senna e conseguiu a ultrapassagem, mas levou o ‘x’ do brasileiro.
Senna teve que lutar muito para manter a posição, mas no fim conseguiu a sexta vitória na temporada. Prost chegou apenas 0.529 segundos atrás do brasileiro. Thierry Boutsen completou o pódio com a terceira posição. Piquet foi o oitavo e Gugelmin em quinto.
A classificação do campeonato ficou assim:
1) Alain PROST 66
Ayrton SENNA 66
3) Gerhard BERGER 28
4) Michele ALBORETO 16
Thierry BOUTSEN 16
6) Nelson PIQUET 15
7) Derek WARWICK 9
8) Nigel MANSELL 6
Alessandro NANNINI 6
10) Jonathan PALMER 5
Mauricio GUGELMIN 5



Bélgica
Décima primeira etapa da temporada, realizado no dia 28 de Agosto de 1988. O brasileiro Ayrton Senna novamente conquistou a pole para prova com o francês Alain Prost ao seu lado. Atrás dos dois a dupla da Ferrari, com Gerhard Berger e Michele Alboreto. Nelson Piquet saiu apenas em nono Maurício Gugelmin na décima terceira.
O circuito de Spa-Francorchamps é o preferido da maioria dos pilotos, dentre eles Senna. O brasileiro, no entanto derrapou na largada e perdeu a posição para o seu companheiro de equipe. O brasileiro não perdeu tempo e logo após a famosa curva Eau Rouge pegou o vácuo do francês e retomou a liderança da prova.
Prost não conseguiu acompanhar o ritmo de Senna e começou a ser pressionado pelo austríaco Gerhard Berger. Porém o piloto da Ferrari enfrentou problemas com a Ferrari e foi obrigado a abandonar a prova. Alboreto também teve problemas e abandonou a prova.
No fim a dupla da McLaren marcou mais uma dobradinha e logo atrás veio à dupla da Benetton, Boutsen e Nannini. Porém os carros da equipe italiana foram desclassificados devido à irregularidade com o combustível. O italiano Ivan Capelli foi o grande beneficiado, pois ficou com a terceira posição. Piquet terminou em quarto e Gugelmin abandonou com problemas na embreagem. Prost jogou a toalha após a prova dizendo que o campeonato estava acabado.
Confira como ficou a classificação do campeonato:
1) Ayrton SENNA, 75
2) Alain PROST, 72
3) Gerhard BERGER, 28
4) Nelson PIQUET, 18
11) Mauricio GUGELMIN, 5


Itália
No dia 11 de Setembro de 1988 a Fórmula 1 chegou em Monza, na Itália, para a realização da 12ª etapa do ano. Era o primeiro grande prêmio italiano sem o Comendador Enzo Ferrari que morreu no dia 14 de Agosto de 1988. As McLarens, que haviam vencidos todas as provas do ano até então, pareciam que continuariam o passeio! Senna mais uma vez marcou a pole para a prova, seguido de seu companheiro Alain Prost. Logo atrás deles a dupla da Ferrari, com Berger em terceiro e Alboreto em quarto. Piquet ficou em sétimo e Gugelmin em 13º.
Na largada o francês Alain Prost saiu mais forte e ultrapassou Senna, mas o brasileiro com muita determinação deu o troco antes mesmo da primeira chicaine. Piquet, com problemas de embreagem, abandonou a prova na volta 11.
Ayrton começou então a abrir vantagem para cima de Prost, que com problemas no motor Honda, abandonou a prova na volta 34.
Porém, a três voltas para o fim da prova, Senna fez a manobra para ultrapassar um retardatário, o francês Jean-Louis Schlesser, e os dois acabaram se tocando. O brasileiro levou a pior, pois ficou preso em cima da zebra.
Nem o mais fanático dos italianos poderia imaginar um Domingo mais perfeito! Dobradinha da Ferrari com Berger e Alboreto e volta mais rápida de Alboreto na volta 44. Gugelmin foi o melhor brasileiro, terminando na oitava posição.
Após a prova, a classificação do campeonato ficou assim:
1) Ayrton SENNA, 75
2) Alain PROST, 72
3) Gerhard BERGER, 37
4) Michele ALBORETO, 22
5) Nelson PIQUET, 18
12) Mauricio GUGELMIN, 5



Portugal

No dia 25 de Setembro de 1988 foi realizada a 13ª etapa da temporada. Num ano totalmente dominado pelas McLarens o campeonato tinha o brasileiro Ayrton Senna com 75 pontos e o francês Alain Prost com 72.
O treino classificatório não foi muito bom para o brasileiro, pois ele perdeu a pole para o rival e companheiro de equipe. Na largada, Senna forçou tudo e pulou para frente, mas devido a um acidente a prova foi interrompida e uma nova largada foi dada. Maurício Gugelmin largou na quinta posição e Nelson Piquet na oitava.
Novamente Senna pulou na frente, desta vez quase se chocando com Prost, que tentou evitar a manobra do brasileiro. A McLaren de Ayrton, porém não estava bem e já na segunda volta Prost recuperou a posição. Na volta 22 foi a vez do italiano Ivan Capelli, da March, ultrapassar Ayrton Senna.
Enquanto Prost sumia na frente, o brasileiro continuava com dificuldades de manter a posição: foi ultrapassado por Berger na 23, por Alboreto na 55 e por Boutsen e Warwick na 57. Por sorte, o austríaco Gerhard Berger errou e abandonou a prova, permitindo assim ao brasileiro terminar na sexta posição. Gugelmin abandonou na volta 59 e Piquet na 34.
Confira abaixo como ficou a classificação do campeonato após aquela prova:
1. Alain PROST 81
2. Ayrton SENNA 76
3. Gerhard BERGER 37
4. Michele ALBORETO 24
5. Thierry BOUTSEN 21
6. Nelson PIQUET 18
12. Mauricio GUGELMIN 5


Espanha
2 de Outubro de 1988! Grande Prêmio da Espanha em Jerez, a antepenúltima corrida daquela temporada. O brasileiro Ayrton Senna estava muito próximo do primeiro título mundial: precisa apenas de uma vitória e um quarto lugar nas três corridas, enquanto seu principal rival, o francês Alain Prost, precisava vencer as três provas restantes.
Senna, não querendo dar chances ao azar, conquistou a pole para a prova, à 11ª das 14 disputadas até aquele momento no campeonato. Prost, porém, ficou apenas 0.067 atrás do brasileiro e na largada o francês pulou na frente. Senna ainda perderia a posição para o inglês Nigel Mansell da Williams.
Enquanto Prost sumia na frente, Senna não tinha um bom ritmo de corrida e na volta 39 acabou perdendo a terceira posição para o italiano Ivan Capelli da March. Capelli, no entanto, parou voltas seguintes com problemas no motor. Mas Senna voltou a ser superado pelo outro italiano, Alessandro Nannini da Benetton.
Prost venceu a prova com muita facilidade e Senna terminou na quarta colocação. O brasileiro precisava apenas de uma vitória nas duas próximas provas do ano, Japão e Austrália, enquanto Prost ainda necessitava de duas vitórias.
Confira abaixo a situação do campeonato após esta prova:
1) Alain PROST, 84
2) Ayrton SENNA, 79
3) Gerhard BERGER, 38
4) Michele ALBORETO, 24
5) Thierry BOUTSEN, 21
6) Nelson PIQUET, 18
12) Mauricio GUGELMIN, 5

Japão
Ayrton Senna chegou ao Japão com chances de conquistar pela primeira vez o título da categoria e não queria dar chances ao azar. Já nos treinos livres o brasileiro marcou a 12ª pole do ano, em 15 disputadas. Do lado de Senna na primeira fila, Alain Prost, o único que poderia estragar a festa verde e amarela naquele fim de semana.
Na largada, um susto! O carro de Senna apaga e até que ele conseguiu fazê-lo funcionar novamente, já havia caído para a 14ª posição e precisaria de uma corrida de recuperação para levar o título. E ele foi atrás: já na primeira volta cruzou a linha de chegada na oitava posição; na segunda era o sexto; na quarta volta ele chegou a quarta posição e o avanço foi então dificultado devido a qualidade dos carros a sua frente: Prost, Berger e Capelli.
Para a sorte de Senna, uma leve chuva começou a cair no autódromo japonês, e ele, esmero piloto naquelas condições, começou a alcançar os rivais. Na volta 11 ele deixou Gerhard Berger para trás, na 19 o italiano Ivan Capelli parou com problemas no carro. Senna tinha apenas Prost a sua frente e foi atrás do francês: na volta 28 o brasileiro fez a ultrapassagem para assumir a primeira posição e consequentemente o título.
Veja abaixo o vídeo da última volta desta prova com narração sempre emocionante de Galvão Bueno.



Classificação do campeonato após a etapa:
1. Ayrton SENNA 87
2. Alain PROST 84
3. Gerhard BERGER 41
4. Thierry BOUTSEN 25
5. Michele ALBORETO 24
6. Nelson PIQUET 18
12. Mauricio GUGELMIN 5

2 comentários

  1. Pezzolo Says:
  2. uia, tá brilhando
    parabéns! já arrumei o link.

     
  3. cristiano Says:
  4. Meus parabéns Thiago!!!

    Em 88, eu só tinha seis anos e não acompanhei o primeiro título do mais sensacional piloto que já existiu!!!

     

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