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Bernie, o piloto

Postado por Thiago Raposo segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Aproveitando o hiato entre o fim da temporada de 2010 e o início do campeonato de 2011 da Fórmula 1, os sites “Faster F1” e “Café com F1” firmaram uma parceria para produzirem uma série de matérias sobre personagens chave da história da categoria. E para iniciar este trabalho, ninguém melhor que Bernie Ecclestone (foto). Serão cinco capítulos publicados durante a semana: o piloto, o vendedor de carros, o chefe de equipes, o chefe de todos e quem será o próximo Bernie.

Para dar início a esta série sobre o homem que fez da Fórmula 1 o que ela é hoje, vamos tratar de uma curiosidade do início de sua carreira que muita gente desconhece: o piloto de corridas. Este inglês que nasceu em 1930, na vila de Saint Peter, já esteve do outro lado do jogo, dentro dos carros. Na infância, chegou a colher batatas para ajudar a família, mas logo o lado negociador começou a aflorar no jovem inglês.

Bernie largou a escola aos 16 anos para trabalhar num gasômetro e logo entrou para o mundo dos negócios, vendendo peças para motocicletas. Neste período ele conheceu Fred Compton com o qual montou a primeira equipe, a Compton & Ecclestone, de motociclismo. Logo se mudou para as quatro rodas e foi por onde começou a competir.

As primeiras experiências foram na antiga 500cc Fórmula 3, categoria que deu origem a todas as F3 espalhadas pelo mundo. Em 1951 ele venceu a corrida de categoria Júnior e terminou em quarto na principal num campeonato realizado em Brands Hatch. No mês seguinte, foi o vencedor das duas provas da mesma competição. Já no Troféu Internacional de Goodwood, no mesmo ano, terminou em segundo na prova de Maio.

Daí para frente Bernie foi somando bons resultados até que num forte acidente, em Brands Hatch, quando seu carro saiu da pista e foi parar no estacionamento do circuito, decidiu deixar as pistas. Ecclestone adquiriu a equipe Connaught e passou a empresariar pilotos, com destaque para Stuart Lewis-Evans (foto), que chegou à Fórmula 1 com a equipe do empresário.

Em 1958, a bordo de um carro da própria equipe, Bernie voltou a se aventurar atrás de um volante novamente, tentando se classificar para a etapa de Mônaco da F1. Entretanto, não conseguiu se colocar entre os 16 pilotos que alinharam para a prova. Lewis-Evans, ainda pupilo de Bernie, mas já na equipe Vanwall, se classificou em sétimo. Mais tarde ele tentou se classificar para outra prova da categoria, em Silverstone, mas ficou a 40s do último colocado do grid. “Não é que eu não era tão bom quanto gostaria de ser. Comandava um negócio, e isso era mais importante que correr. Então me concentrei no negócio e decidi parar de correr”, Bernie não reconhece que simplesmente isso não era para ele.

Após estas tentativas fracassadas de se classificar para uma prova da Fórmula 1 e o acidente que levou à morte seu pupilo Stuart Lewis-Evans no GP do Marrocos no dia 19 de Outubro de 1958, Bernie abandonou o volante de vez para se concentrar no mundo dos negócios. Mas esta história fica para os outros capítulos deste especial sobre Ecclestone.

2 comentários

  1. Muito bom!
    É sempre bom saber um pouco da história de um personagem que faz parte da F1 e com isso entender um pouco mais o presente da categoria.

     
  2. Bem, 40 segundos é teeeeeempo hein...

    Pelo menos ele conhecia bem suas prioridades.

     

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