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Quem será o próximo Bernie?

Postado por Thiago Raposo sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

No 5º e último capítulo do Bernie Ecclestone, FasterF1 e Café com F1 se perguntam: qual o futuro da F1 sem seu maior dirigente?

Se alguém duvidava da importância deste jovem de 80 anos para a F1 teve que mudar seus conceitos depois da crise financeira de 2008. Enquanto o mundo se perguntava se não teríamos que adotar um caminho mais sustentável e deixar os supérfluos de lado, Ecclestone procurava – e encontrava – novos mercados para uma categoria em que pneus e motores, para ficar em dois exemplos, duram um par de milhares de quilômetros.

Há quem só veja o lado negativo de sua tendência a espalhar a F1 pelos mercados emergentes, mas qual seria a realidade da categoria hoje se ela estivesse limitada à Europa? A qualidade de algumas pistas em termos de espetáculo dentro da pista pode ser questionada, mas tem mais a ver com a execução do que com a expansão em si. O que dizer de um homem que criou uma nova Mônaco, comercialmente falando, colocando os carros para correrem à noite no meio da Ásia?


Alguém acha que ele está procurando um sucessor ou pensando em parar, mesmo aos 80 anos?

Um exemplo do modus operandi de Ecclestone são suas palavras sobre outro homem de origem humilde, que fez dos carros seu negócio e sua vida. “Enzo Ferrari era o tipo do cara que eu gosto. Dava para confiar nele. Se você negociasse algo, estava fechado. Ele entendia as coisas. Ele entendia que a arte da negociação é a arte do possível, não da estipidez, porque assim você não chega a lugar algum.”

Outra palavra-chave é o comprometimento. O inglês diz que ninguém quer seu trabalho porque “os outros não estão preparados para deixar para trás o que você tem que deixar para fazer um trabalho sério. Deixei muita coisa de lado por causa disso.”

Perguntado por que acredita-se no paddock que seria necessário reunir 12 chefes de equipe para ter um Ecclestone, não titubeia. “Eles deveriam se importar em cuidar de seus negócios e não se importar com os dos outros. O que é bom para a F1 é bom para todo mundo – times e companhias. Muitas pessoas pensam só no que é bom para elas”, alfineta o homem que diz admirar Hitler porque ele “fez as coisas acontecerem”, assim como o próprio Bernie. Isso, mesmo em situações em que ninguém imaginaria lucrar, como no recente furto que sofreu nas ruas de Londres: virou campanha de marketing.



Não por acaso, sua sucessão dá calafrios em alguns. De Flavio Briatore a Gehard Berger, as apostas são tímidas. E o chefão é o mais vago possível sobre o assunto. “Quando eu for, a vaga será ocupada bem rapidamente e talvez essas pessoas façam um trabalho muito melhor, mas de uma maneira muito diferente. Esse negócio foi construído à base de confiança. Eu confiando nas pessoas e as pessoas confiando em mim, e eu odiaria que tudo terminada nas mãos de advogados e contabilistas. É preciso alguém que aja mais por instinto e tomara que acerte. Preferiria alguém como eu”, Bernie para e sorri. “Um vendedor de carros usados. É o que estamos procurando.”

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