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Colin Chapman e os carros que mudaram a F1

Postado por Thiago Raposo terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Lotus é sinônimo de inovação na F1. Leves desde os primórdios da marca – a Lotus 11 venceu e estabeleceu recorde de velocidade nas 24 Horas de Le Mans, em 1956 – os bólidos de Colin Chapman levavam a interpretação das regras ao limite. Seu lema “simplifique e adicione leveza” é um retrato perfeito da maneira como trabalhava. Você verá quais são as ideias do engenheiros que norteiam a concepção dos carros até hoje no capítulo desta terça-feira do especial sobre o inglês, mais uma parceria com o Faster F1.

Chapman já tinha inventado um modo de incluir os painéis na estrutura de seus chassis, a fim de melhorar resistência de torção. Porém, com a Lotus 25, em 1962, deu um passo que mudaria a concepção dos carros de F1: criou o monocoque. Com uma melhor integração entre piloto e chassi, o carro tinha o centro de gravidade mais baixo, uma aerodinâmica superior e era mais leve. Foi esse projeto que deu o 1º título à equipe, no ano seguinte, com Jim Clark.

Jim Clark a bordo do Lotus 49

Mas Chapman já pensava em seu próximo invento e, com a Lotus 49, tornou o motor parte estrutural do carro, conectando o chassi com o câmbio, conceito utilizado até hoje. Logo depois, começou a estudar a interferência da aerodinâmica nos carros e passou a usar asas traseiras com mais de uma lâmina, o que também sobrevive até os dias atuais.

Não foram todos os inventos do engenheiro que funcionaram. O projeto do carro com tração nas 4 rodas foi abandonado não ter conseguido se classificar para uma prova sequer.

No último GP do Brasil, Emerson voltou ao volante do lendário Lotus 72

Na mesma época, outra grande revolução estava sendo preparada. Chapman foi o responsável pelo fato dos carros terem o formato que mantêm até hoje, diferente daqueles mais estreitos dos anos 1950 e 60. O Lotus 72 foi o primeiro a ter radiadores nas laterais, permitindo que o bico ficasse achatado. Esse carro venceu 20 GPs, 2 mundiais de pilotos e 3 de construtores. Porém, o mesmo modelo que deu o primeiro título de pilotos a um brasileiro, Emerson Fittipaldi, em 1972, matou Jochen Rindt, dois anos antes, após uma falha nos freios nos treinos para o GP da Itália, em Monza.

Mesmo a tragédia não impediu Chapman de continuar levando as interpretações das regras ao extremo. O inglês foi o primeiro a utilizar o túnel de vento para desenvolver seus carros, ainda em meados dos anos 1970
E descobriu algo que viria a ser fundamental: quanto mais próximo ao solo o carro estava, mais aderência gerava. Era o nascimento do conceito da asa invertida, que resultaria nos chamados carros-asa e no efeito-solo.



É lógico que os rivais torciam o nariz frente a cada novo invento do engenheiro, e conseguiram banir a Lotus 88, apresentada em 1980. O carro tinha dois chassis independentes. Na porção inferior, estavam todas as partes mecânicas; na de cima, um sistema de molas fazia com que o carro ficasse mais próximo do chão, quanto maior a velocidade. A criatividade não passou pela FIA, que atendeu a críticas das equipes que usavam motores turbo e temiam não conseguir copiar a novidade.

A Lotus 92, modelo de 1983 dotado de suspensão ativa, foi o último carro projetado por Chapman. Ele morreu no dia do primeiro teste com a inovação, que só seria utilizada em 1987.

3 comentários

  1. TW Says:
  2. sem dúvida alguma, Chapman foi o gênio da engenharia. Os carros que desenvolvia geraram uma revolução na história da F1 e até mesmo do conhecimento técnico para corridas de carro. Um homem a frente do seu tempo!

     
  3. Outro que merece ser lembrado é Ken Tyrrel, que também desenvolveu e construiu carros tão revolucionários na história da F1, sendo que alguns de seus conceitos continuam sendo usados até hoje.

     
  4. Oi Humberto,

    ele já está na nossa lista e falaremos dele em breve!

     

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