
Para substituir Piquet foi contratado o italiano Riccardo Patrese, que já havia corrido a última prova de 87 na Austrália pela equipe, substituindo Nigel Mansell, que tinha se acidentado na qualificação e não teve condições físicas para correr. Já para substituir os motores Honda, o jeito foi fechar com os Judd, que devia bastante em questão de potência quando comparados com os dos rivais. Mas Frank Williams e Patrick Head já estavam em negociação avançada com a Renault.
Na verdade, o primeiro contato entre a equipe e a montadora francesa se deu ainda em 1987 durante o Grande Prêmio de Portugal. Mesmo não estando mais na categoria desde o fim de 1986, quando trabalharam com a equipe Lotus, a Renault manteve um pequeno grupo que continuou trabalhando no desenvolvimento de um V10 de 3.5 litros. A idéia era os motores estrearem no início da temporada de 1989, mas Patrick Head decidiu testar ainda em 88, para ajudar na construção do carro do ano.

Daí chegou 1992 e com ele o fantástico FW14b, considerado por muitos o melhor carro de todos os tempos da categoria. Era suspensão ativa, controle de tração, freios ABS e uma enormidade de recursos eletrônicos. Em brincadeiras se dizia que era a prova de erros e, de tão bom, até Nigel Mansell foi campeão com ele. Foi um ano de quebra de recordes para a equipe. O inglês, de cara, venceu as 5 primeiras provas da temporada e foi campeão com 5 corridas de antecedência.

Mas Frank Williams nunca foi chegado a pilotos que quiseram brilhar mais que a equipe e, no fim da temporada, não chegou a um acordo com Mansell, que saiu da categoria para ser campeão na Indy. A equipe negociava então com Alain Prost e Ayrton Senna, mas o francês vetou a contratação do brasileiro e Damon Hill, o piloto de testes, foi promovido a titular. O carro continuava fantástico e o francês conquistou fácil o quarto título da carreira. E no fim do ano, lá estava Frank Williams se livrando de mais um campeão do mundo.
Era a vez da equipe receber Ayrton Senna, um velho sonho de Frank. Mas o brasileiro chegou no lugar certo na hora errada. A FIA, tentando deixar a categoria mais humana, havia proibido o uso de todos os artefatos que fizeram daquele carro o melhor de todos: suspensão ativa, controle de tração e os ABS. Senna tinha nas mãos um carro rápido, mas muito difícil de controlar, pois a equipe teve que recomeçar do zero. A temporada começou com poles para Senna e vitórias para Schumacher, até que na terceira etapa do ano, em San Marino, um acidente levou o brasileiro.
O escocês David Coulthard assumiu o volante da Williams, mas nas 4 últimas provas foi substituído por Mansell, que novamente retornava à equipe. A Williams chegou a se recuperar na temporada e viu Hill disputando o título contra o alemão Michael Schumacher da Benetton, mas um acidente entre os dois na última prova deu o título ao alemão. Em 1995, a dupla voltou a ser Hill e Coulthard, mas desta vez a equipe não conseguiu incomodar tanto a Benetton quanto no ano anterior e Schumacher venceu novamente o campeonato.

Em 98, a equipe marcou apenas 38 pontos, contra 156 da McLaren e 133 da Ferrari. No ano seguinte Frank trocou a dupla de pilotos. Saíram Villeneuve e Frentzen e entraram Ralf Schumacher e Alex Zanardi. O italiano, que apareceu como uma promessa, depois da ótima fase vivida nos Estados Unidos, decepcionou e não marcou nem um ponto na temporada inteira. Schumacher ainda conseguiu marcar 35, pouco para uma equipe que até dois anos atrás havia conquistado um bicampeonato.
Mas Frank Williams já estava com as antenas ligadas e costurando um novo acordo de motor, desta vez com a alemã BMW, que desembarcou na equipe no ano seguinte. Mas esta é a história desta quinta-feira no especial sobre o dirigente.




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