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Lotus e os nossos campeões mundiais

Postado por Thiago Raposo sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A década de 1970 começou de maneira paradoxal para Colin Chapman. Ao mesmo tempo em que conquistou os títulos de piloto e construtores, viu seu campeão morrer. Jochen Rindt, que venceu cinco provas naquele ano, acabou falecendo no GP da Itália, mas mesmo assim ficou com o título. O brasileiro Emerson Fittipaldi, que o substituiu na equipe, venceu a corrida dos Estados Unidos e, desta forma, garantiu o único título póstumo da história da F1

Depois daquela primeira vitória do país na categoria, Emerson se estabeleceu na equipe e dois anos depois era ele quem disputava o título. Foram cinco vitórias na temporada e no fim, já no segundo ano na F1, o piloto se sagrava campeão do mundo, o mais jovem até então. Jackie Stewart, que disputou com o brasileiro, terminou 16 pontos atrás do rival, ficando com o vice-campeonato. No ano seguinte, os dois disputaram novamente o título, mas com o escocês levando a melhor.

Em 1974, Fittipaldi trocou a equipe pela McLaren e a Lotus passou por um mau momento, terminando em quarto no campeonato de construtores e em quinto no de pilotos, com Ronnie Peterson. A equipe só voltou mesmo ao topo em 1978 com mais um super carro desenvolvido por Colin Chapman. A prova disto apareceu nas pistas e a dupla de pilotos formada por Mario Andretti e Ronnie Peterson ficou com as duas primeiras posições do campeonato, com Andretti à frente.

Emerson Fittipaldi e Colin Chapman

Foi o ápice da equipe e daí para frente não se viu nada parecido. Colin Chapman morreu em 1982 e o controle passou para as mãos de Peter Warr. Em 1985, contrataram o jovem talentoso Ayrton Senna, que venceu duas provas já em seu primeiro ano na equipe. No ano seguinte, ele conquistou mais duas vitórias e atraiu a atenção da Honda, que fechou um acordo com o time. Em 1987, o brasileiro subiu novamente mais duas vezes no ponto mais alto do pódio.

Em 1988, saiu Senna e entrou o tri-campeão Nelson Piquet. Mas a equipe desandou e os bons resultados desapareceram. Piquet ficou por duas temporadas no time e conquistou apenas três terceiros lugares e uma infinidade de quebras. Daí para frente foram vários pilotos em carros ruins que não conquistaram nada. Entre eles: Derek Warwick, Martin Donnelly, Johnny Herbert, Mika Hakkinen, Alessandro Zanardi, Pedro Lamy e Mika Salo.

Senna de Lotus em 1987

No fim da temporada de 1994, depois de se afundar em dívidas e não conseguir mais resultados expressivos, a equipe se uniu à Pacific, que fechou as portas no fim do ano seguinte. Era o fim da equipe Lotus, certo? Errado! Em 2010, um grupo malaio liderado por Tony Fernandes comprou o direito de usar o nome da equipe e disputou a temporada como Lotus Racing. Neste ano, eles finalmente assumiram o nome Team Lotus, mas vão ter uma “pequena” dor de cabeça. O grupo Proton, detentor da marca Lotus Cars comprou parte da Renault e o time vai se chamar Lotus-Renault. As duas vão brigar na justiça pela exclusividade do nome, mas uma coisa é certa: a Lotus continuará na categoria, mesmo sem qualquer semelhança em relação ao grande time que foi em décadas passadas, sob o comando do gênio Colin Chapman.

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