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Os anos que poderiam ter sido dourados na Williams

Postado por Thiago Raposo quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Seguindo a história da trajetória de Frank Williams, numa parceria com o Faster F1, no que o dirigente define como um “quase casamento”, sua equipe iniciou, em 2000, uma parceria que se estenderia por 6 temporadas com a BMW. Depois de sofrer por 2 anos com propulsores “de 2ª mão” da Renault – sob os nomes de Mecachrome e Supertec – e de cair de campeã a 5ª colocada no mundial de construtores, era a hora de dar um passo adiante em relação ao passado independente. E os alemães, vendo o sucesso da relação dos rivais da Mercedes com a McLaren, eram os parceiros ideais para isso.

O novo motor logo surte resultado e a Williams conquista, por dois anos seguidos, o 3º lugar, subindo para o 2º nos tempos de Montoya, em 2002 e 2003. Mas o que parecia o início de uma 3ª fase de conto de fadas internamente era uma luta por auto-afirmação. A BMW, naturalmente, queria seguir os passos da Mercedes e, cada vez mais, controlar a Williams, mas Frank tinha outros planos. “Nunca funcionou entre nós. Há uma diferença entre a maneira de pensar e agir dos ingleses e dos alemães. Infelizmente, não ‘bateu’, o que é uma pena. Um dia, talvez encontremos um parceiro apropriado, mas não estamos procurando. Nós valorizamos muito nossa independência.”


A parceria com a BMW acabou dando em divórcio

Desses anos de “quase casamento” e “quase sucesso” de parceria com os alemães, a Williams poderia ter saído campeã em 2003, não fossem alguns erros de seus pilotos. No entanto, com Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya sabendo que deixariam o time ao final de 2004 e uma reformulação na parte técnica da equipe, com a ascensão de Sam Michael, atrapalharam o rendimento naqueles que seriam os dois últimos anos antes do rompimento que, a exemplo do que aconteceu ao final de 1987, deixou Frank Williams numa posição delicada em relação aos motores. Restou apelar para o Cosworth, o que pouco ajudou.

Seguiriam anos de vacas magras e um círculo vicioso de falta de dinheiro e resultados. Mas fica a certeza de Frank de que o time voltará às vitórias. “Uma coisa é o dinheiro. Recursos vêm do dinheiro. Mas recursos também incluem boas cabeças e criatividade. Quando você tem todos estes tipos de recursos, não falta quase mais nada. Claro que você pode usar muito dinheiro, mas a chave é ter gente inteligente e que trabalha duro. Certamente estaremos no topo novamente – é nosso objetivo, mas não vai acontecer de uma hora para a outra. Os times que estão à nossa frente têm mais dinheiro, mas duvido que tenham mais criatividade.”

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