Subscribe to web2feel.com
Subscribe to web2feel.com

F1 - Vamos falar da prova da Malásia

Postado por Thiago Raposo segunda-feira, 11 de abril de 2011

Campinas - Bem, vamos lá! Depois de dormir e refletir um pouco, é hora de gastar algumas palavras sobre a segunda etapa do campeonato de Fórmula 1.

Vamos começar falando de Sebastian Vettel, que é a sensação do momento! Neste fim de semana ele mostrou ainda mais brilho, principalmente na qualificação. Porque todos viram um Mark Webber voando em todas as sessões de treinos e parecia que era o australiano que se daria bem. Mas Vettel foi, conquistou a pole e venceu a prova praticamente de ponta a ponta, perdendo a liderança apenas na janela de pit-stop.

Não foi só a segundo vitória dele no ano, mas também a quarta consecutiva, pois vale lembrar que ele venceu as duas últimas de 2010. Depois de especular sobre Alonso e Hamilton, seria Vettel o piloto responsável para bater os recordes de Schumacher na categoria? Muita gente agora pode tender a torcer contra o domínio do piloto, primeiro pelas emoções nas provas e muitos por ele não ser brasileiro. Minha opinião é diferente: tenho prazer enorme em ver a história sendo construída! Todos falam bastante de Fangio, Hill, Brabham, Stewart e Lauda e apesar de ler e confiar no que foram, não vi! Agora surge um "moleque" gênio que vence sim por ter uma belo carro, mas não só por isto, pois acredito que todos lembram dele com um Toro Rosso em Monza. Quero mais é que ele vença as 19 do ano e me faça novamente merecedor de ver a história da categoria sendo construída.

E a Ferrari? A equipe que ficou mal acostumada na década passada a vencer, parece que vai para mais um ano sem título, o quarto desde a conquista de Kimi Räikkönen. Como torcedor de Michael Schumacher, sempre abominei aquelas teorias de que a equipe boicotava brasileiros. No ano passado fui um dos únicos da blogosfera a aprovar a atitude da equipe na Alemanha, pois Alonso precisava mesmo de todos os pontos possíveis para tentar chegar ao título. E o resto da temporada comprovou que a equipe tinha razão. O espanhol foi para a briga do campeonato e o brasileiro só fez corridas medíocres. Mas na Malásia foi muito suspeito, mesmo não gostando destes pensamentos. Os dois estavam praticamente juntos na pista e a equipe errou "coincidentemente" uns quatro segundos no pit de Massa. Ele precisou de sorte para terminar a frente do rival depois que o espanhol se envolveu num toque com Hamilton. Sei que neste ano as equipes não precisam disto, pois o jogo de equipe está liberado, mas sabemos que se aceito pela FIA, continua condenado pelo fãs e talvez no pit causaria menos problemas. Se houve mesmo, me posiciono contra desta vez, pois na segunda prova já é demais.

E o Kubica hein, que falta está fazendo! Não que Heidfeld e Petrov estejam fazendo um mau trabalho na Lotus-Renault, mas o polonês era (é) muito talentoso e fica a curiosidade de como ele estaria se saindo com um carro tão potente. Mesmo com Kers e asa aberta, a McLaren sofreu bastante atrás. Será que a genialidade de Kubica colocaria a equipe brigando com os Touros Vermelhos? Esta é uma daquelas perguntas que não teremos resposta. E a Hispânia? Gostei bastante do que vi, apesar dos dois carros não terem completado a prova. Suaram e conseguiram com mérito a classificação para a prova e o Liuzzi foi até perto do fim, mostrando que a confiabilidade não é assim das piores. Tirando Red Bull, Ferrari, McLaren, Mercedes e Renault, Liuzzi andou cerca de 3 segundos mais lento que os rivais, que ainda é ruim, mas não tanto quanto se esperava para uma equipe que andou pela primeira vez duas semanas atrás. E eles fecharam um acordo com a Mercedes, para o uso do túnel de vento. É preciso torcer para que eles cresçam, pois são dois lugares a mais na categoria para quem sabe revelar um gênio.

Kamui Kobayashi e Michael Schumacher foram destaques durante toda a prova, mas acho que todos fizeram uma leitura muito simplista do duelo, que não condiz com a verdade (ou será que por torcer pelo Schumacher, estou forçando a barra?). Isto porque todas as vezes em que o japonês ultrapassou o alemão, os pneus da Mercedes já estavam no fim. Primeiro foi na volta 13 e o alemão parou na volta seguinte. A Sauber, destacadamente o carro mais equilibrado da temporada e que menos gasta os compostos, só foi parar para a troca do japonês quatro voltas depois. A segunda ultrapassagem foi na 28 e naquela mesma volta lá estava o alemão nos pits novamente. Kobayashi só parou nove voltas depois e daí fica fácil. Sou até capaz de dizer que até mesmo Vettel, com toda superioridade, não aguentaria o ataque do japonês se o alemão estivesse com os pneus no osso e o rival ainda podendo tirar algo dos próprios compostos. Mas como é com o heptacampeão, ficou normal tirar sarro, mesmo quando ele larga em 11º e termina em nono, ao contrário do companheiro que saiu de nono e terminou em 12º.

Sérgio Perez brilhou menos que na estréia na Austrália, mas infelizmente saiu da pista por um problema externo. Ele acabou passando em cima de pedaços de carros que estavam na pista e danificou o Sauber e não teve o que fazer. Já Paul di Resta andou muito bem com o Force India e terminou na zona de pontuação novamente, imediatamente a frente do experiente Adrian Sutil. Já Pastor Maldonado anda mal. Foi o primeiro a abandonar, nas sexta volta, mas o carro da Williams caiu bastante e ainda não é justo crucificá-lo em praça pública. Nico Hülkenberg também não começou bem a temporada em 2010 e terminou ovacionado por todos. O mesmo se diz do belga Jêrome D'Ambrosio, que faz a estréia na fraquíssima Marússia-Virgin e ainda precisa de tempo para fazer uma análise mais realista.

É isto, não sei se concorda ou discordam com os pontos tratados acima, mas o campo de comentários está aí exatamente para isto.

Calendário

Videoteca

Twitter


Postagens populares

Newsletters