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Indy - Em tempos de quaresma, procissões são normais

Postado por Thiago Raposo segunda-feira, 11 de abril de 2011

Campinas - Tá, não vou ser tão chato quando fui depois da prova de St. Petersburg, pois a prova do Alabama foi melhor, mas ainda estão devendo muito em emoção. A prova teve aproximadamente 2 horas e 15 minutos e arrisco a dizer que mais de 1 hora foi sob bandeira amarela. Nas outras 1 hora e 15 minutos, 1 hora foi sem nada acontecer, numa procissão sem fim e talvez tivemos 15 minutos de emoção na corrida.

Como bem observado pela amiga Bárbara Franzin, a Indy está virando uma Fórmula 1, sem muitas emoções. Até concordo com a afirmação dela, mas são dois casos completamente diferentes. Por que digo sempre que a F1 é uma competição de carro e não de piloto, pois cada equipe projeta o carro para exatamente massacrar os rivais. Já na Indy não, todos têm o mesmo chassi, o mesmo motor, os mesmos pneus e daí vira uma competição de pilotos e não dá para aceitar uma prova tão morta.

Dos bons momentos que lembro da prova, foi quando a Danica Patrick com os pneus novos conseguiu uma sequência de ultrapassagens, inclusive ultrapassando os três brasileiros Vitor Meira, Tony Kanaan e Hélio Castroneves. A briga dela contra o Oriol Serviá também foi muito boa e só. Logo o pneu dela fico velho e ela acabou perdendo tudo o que conquistou. Briga pela vitória não teve, mesmo com tantas relargadas por causa do número de bandeiras amarelas. Will Power liderou as 90 voltas da prova, mesmo tendo atrás dele durante parte da corrida o Ryan Briscoe e na outra parte o Scott Dixon.

No mais foi um festival de barbeiragens de James Hinchcliffe, que bateu no brasileiro Raphael Matos na largada. O Alex Tagliani também aprontou as dele, o E.J. Viso então, nem se fala. Castroneves este diversas vezes no lugar errado e na hora errado e foi tocado, teve que jogar o carro na grama para fugir de acidentes e mesmo assim terminou numa bela sétima colocação. Tony Kanaan ficou imediatamente a frente do Helinho, em sexto. Vitor Meira, que estava junto com os outros dois, teve que jogar o carro na grama numa disputa com Castroneves e por isto terminou em 12º e o Matos foi o 20º. A Bia, que fraturou a mão em St. Petersburg, não correu.

No próximo fim de semana teremos Long Beach, outro circuito de rua, que tem muita tradição e tal, mas não deixa de ser circuito de rua. Tem um cotovelo que até ajuda algumas ultrapassagem, mas não esperem muito. O negócio é esperar a quaresma acabar, depois das provas de Long Beach e São Paulo e aí sim, festejar a chegada dos ovais com Indianápolis.

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